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Maurício Trindade, músico e engenheiro de som.

Maurício Trindade é um brother de longa data, o cara além de um excelente engenheiro de som é um puta músico! Aqui ele conta algumas de suas aventuras, se liga na aula!

  1. Maurício, conta pra galera do blog a sua formação e a quanto tempo vc está na música.
  2. Desde que nasci, há 38 anos, venho prestando atenção em tudo que é som ao meu redor, seja musical ou não, nos mais diversos ambientes, e desde 1981, estudando música e áudio, passando pelo Conservatório Musical Dr. Carlos de Campos em Tatuí, Unicamp em Campinas, Núcleo Synthesis de Música Eletrônica em São Paulo, Berklee (Boston – USA) entre outros diversos cursos. E na prática, desde 1990 trabalhando com áudio e música para publicidade, por volta de 1.500 peças produzidas entre trilhas musicais, jingles, spots, também trabalhando com captação e amplificação de música ao vivo em eventos, concertos e shows diversos, entre eles, captando, amplificando e mixando mais de 400 concertos de orquestra sinfônica, entre elas: Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Arte Viva, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, e outras orquestras e formações musicais diversas arregimentadas para ocasiões e eventos especiais.
  3. Qual a diferença principal de um engenheiro de som que trabalha com música pop, para o que trabalha com música erudita?
  4. A principal diferença: fidelidade à composição. Com música erudita, o áudio precisa ser fiel a composição, há não ser nos estilos mais contemporâneos, porém, a composição é o guia, no pop, o engenheiro pode criar mais, processar o som, recriar o estilo em alguns casos, e por aí vai a criatividade. Explicando: penso que qualquer que seja o estilo trabalhado pelo engenheiro, é muito importante “ouvir” o som antes dele existir, para saber onde se quer chegar, e no caso da música erudita para “ouvir” antes, é muito importante o engenheiro estudar música, história da música, harmonia, acústica, estudar os diversos estilos de composição, para entender o ponto de vista do compositor, do intérprete e principalmente do regente no caso de orquestras e formações com maestro, que é o primeiro responsável pela mixagem, o engenheiro precisa ter conhecimento da situação para captar o som de maneira fiel à “mixagem” do regente, fiel à regência do maestro, é importante que o engenheiro de áudio acompanhe os ensaios lendo a grade musical da composição com todos os instrumentos, a mesma grade que serve de guia para o maestro, para entender e interpretar a composição sem interferir na regência e na interpretação da orquestra, além de ser fiel aos timbres de cada instrumento. Às vezes a composição tem um acorde com cinco notas por exemplo, e cada nota é tocada por um instrumento ou naipe de instrumentos, o engenheiro precisa entender cada parte desse processo para saber de onde vem aquele resultado sonoro final e como captar, amplificar ou mixar aquele som, sem tirar o balanço do som criado pelo compositor.

No caso de grupos eruditos menores, sem maestro, importante acompanhar os ensaios também, como se fosse mais um músico no grupo, entender as nuances de interpretação do grupo e seu estilo de intepretação, seu timbre, porque pode acontecer do engenheiro mudar essa interpretação se não conhecer a composição e o potencial sonoro da formação instrumental.

  1. Qual foi a maior roubada que você já pegou até hoje, e qual foi a situação mais legal?
  2. Não sei se chamaria de roubada, e foi na raça, fui contratado pela Loudness para este trabalho, e foi assim: no estádio do Pacaembu em São Paulo, 50.000 pessoas assistindo no estádio e outras tantas on line num sistema de transmissão ao vivo, coral de 1.200 vozes, 52 canais de captação e mixagem, e muita, muita chuva. Os microfones iam falhando aos poucos, e a equipe técnica (verdadeiros heróis) ia cobrindo cuidadosamente os mics para não molhar e não perder a captação, trocando de lugar os que ainda estavam funcionando para melhor captação do som das vozes, e muitos tiveram que ser desligados e retirados, alguns pifaram, tudo para que conseguissemos captar o som do imenso coral, tudo acontecendo ao mesmo tempo, ao vivo e com mais ou menos 80.000 pessoas sintonizadas naquele mesmo momento musical e inesquecível. Mesmo com tudo isso foi emocionante, todos puderam ouvir e entender o que o coral estava cantando.

Todas situações sonoras são legais, entre elas me lembro agora de uma situação que aconteceu em Campos do Jordão, no Festival de Inverno, Orquestra Jazz Sinfônica e Hermeto Pascoal. Num solo de bombardino, o Hermeto se distanciou do microfone porque gostou daquele timbre misterioso da mistura do som acústico e do amplificado, da mistura da acústica da sala com o som amplificado pelo P.A. – como já havia trabalhado com ele em outras situações, sabia que era aquele som distante que ele curtia naquele momento, tentei avisar o roadie que estava no palco pelo intercom, mas não deu tempo, o roadie, excelente profissional, foi rápido e correu para aproximar o microfone da tuba, era a responsabilidade dele no momento, que de tão atento, não percebeu a nuance pretendida pelo Hermeto, mas aí foi muito legal, o Hermeto entendeu que o roadie não queria atrapalhar e sim ajudar porque da posição que o roadie estava no palco, não ouvia o mesmo resultado sonoro que o Hermeto e a platéia, então, o roadie interpretou aquela situação como falha na posição do microfone, e correu para aproximar o microfone e então surgiu um novo e espantoso timbre de bombardino que o Hermeto, a princípio se irritou porque estava curtindo o som anterior, mas aí começou a emitir um som como se estivesse falando palavrões através do bocal da tuba, algo tipo: “orra meu eu tava curtindo aquele som” isso num ritmo musical super interessante, e o Hermeto começou a gostar daquilo e seguiu o solo empolgado e virtuoso, a platéia foi ao delírio, jamais esse resultado sonoro teria acontecido se não tivesse sido assim.

  1. Qual foi o maior benefício que você tirou com a chegada das consoles (mesas de som) digitais?
  2. Chegar no trabalho com presets, input lists já preparados, e assim chegar mais rapidamente ao resultado sonoro desejado.
  3. Já sei o que você vai falar Maurício, “perguntinha manjada essa heim Lampadinha?” Mas não tem jeito. Então lá vai: O que você aconselha pra galera que gostaria de seguir o seu caminho?
  4. Primeiro tem que amar fazer isso, estudar áudio, música, acústica, os diversos tipos de microfones adequados para os diversos timbres musicais, se não gostar de estudar, ouvir, ouvir muito, analisar tudo que ouvir, se conseguir ler partitura melhor ainda, ouvir lendo a partitura, assim, irá entender qual a “mixagem” pretendida nas regências dos maestros e nas interpretações de grupos musicais que trabalham sem maestro, importante ouvir cada instrumento acusticamente, chegar perto do instrumento, andar em volta dele para ouvir as nuances de projeção sonora, aguçar os sentidos através do som acústico de cada instrumento. Se tiver no estúdio, sair da técnica e ir lá perto do instrumento musical, ouvir sem a interferência do microfone, para que o cérebro e o sentido entendam como acontece aquele som naquele determinado ambiente para saber o que será necessário fazer para que aquele som envolva os ouvintes, seja qual for a finalidade daquele trabalho.

Show do Iron Maiden!

Ontem eu fui ao show do Iron no Parque Antartica aqui em SP.

Cheguei lá por volta das cinco da tarde e tinha uma fila monster power pra entrar. Depois de rodar tentando achar um estacionamento, encontrei um que ficava algumas quadras do Parque e estacionei lá por TRINTA PAUS! Tudo bem vamo lá vai. Depois de pegar a fila monster power onde tinha uma galera gritando sem parar ” Blayze Bayley*, viado” muito engraçado, os caras devem ter ficado traumatizados mesmo!. Entrando no estádio já dava pra ver que as arquibancadas estava lotadas de Iron Maniacs! Tinha também uma barraquinha oficial de camisetas a 50 paus cada. Eu fiquei na pista, porque show em estádio ouvindo da arquibancada é ruim que dói! A estrutura tava bem legal, tinha hotdog, hamburguer e breja, era tudo o que eu precisava. Haaaa, tinha banheiros também, que por incrível que pareça, não estavam fedendo nem no começo, e nem no fim do show. Climão de show né, música ambiente rolando só os clássicos do Rock, e a galera cantando todos, até Twisted Sisters. Minutos antes de começar o show caiu uma puuuuuta chuva, e a galera nem se mexeu, pelo contrário, a ôla rolava solta, loko!

Iron em cena.

Aces High pra abrir e em seguida 2 minutes to midnight! Fucking awesome man! A banda adora vir ao Brasil, todos estavam se divertindo, principalmente Bruce Dickinson que é um capítulo a parte. O cara além de detonar no palco, ainda vem pilotando o boing da banda! O palco estava todo decorado, desde o piso até o back drop (cortina de fundo). O piso era coberto com um material tipo vinil o que o deixou parecendo uma pista de patinação, claro que Bruce não perdeu tempo né? Além de ficar correndo o tempo todo, o cara ficava patinando de propósito de um lado para outro! Não, ele não caiu! Várias trocas de roupa rolaram e sete back drops diferentes foram trocados! Entre as músicas, os roadies entravam com toalhas e rodos pra dar uma secada no palco, numa das vezes Bruce brincou com os caras dizendoque o seu nariz estava sujo, os caras foram pra cima dele com as toalhas e zoaram legal o cara! Depois Bruce pegou um rodo que estava de um lado do palco no meio do solo de uma música e ficou secando o palco também, hilário! Imagine o lead singer do Iron Maiden secando o palco com o microfone embaixo do braço dando uma faxineira! Foda**!

Foi uma hora e meia de show e mais um biss! Total: duas horas de show! Animal!

O som estava bom, mas pra mim faltou um pouco mais de guitarras na mix. Ano que vem os caras voltam e segundo Bruce, com mais produção ainda, tipo pirotecnia e o escambau!

Entrevista com Ronald Gimenez

A Rádio Sul América Trânsito surgiu no dia 12 de fevereiro de 2007 e inovou trazendo para o Rádio as dificuldades do trânsito caótico de São Paulo. Claro que não levou muito tempo para que ela começasse receber uma enxurrada de e-mails, telefonemas e mensagens de texto do ouvinte querendo saber a melhor opção para o seu caminho. Outra coisa interessante também foi que o ouvinte começou a participar ativamente da programação como se fosse um repórter, passando a informação do trânsito diretamente das ruas da cidade. Assim a rádio ganhou agilidade na informação e acabou ficando em uma posição sem concorrentes no mercado. Desta vez eu converso com Ronald Gimenez que é editor-chefe e apresentador da Rádio Sul América Trânsito, ele comanda o horário que é considerado nobre do rádio e do trânsito paulistano que é das 17:00 às 19:00.

BL: Conta pra gente como é e como funciona a RST Ronald.

RG: O objetivo principal da RST é minimizar os dramas enfrentados pelos motoristas nas ruas e avenidas da cidade. Para isso, seria necessário criar uma estrutura que pudesse sobrepor o que já é feito pelas outras emissoras e criar diferenciais na programação. Temos a maior equipe de repórteres nas ruas (10 no total) e um contigente enorme de ouvintes que entenderam que a RST é o maior canal de comunicação sobre o trânsito na cidade. Não adianta repetir as informações que o Mapa da CET mostra pela web. É preciso oferecer confiabilidade, caminhos alternativos e principalmente, se mostrar companheiro do motorista.

BL: O que você já fez na vida pra parar lá na RST?

RG: Foram várias emissoras de rádio, dos mais variados segmentos. Desde as musicais Transamérica e Musical Fm, até jornalísticas como Eldorado e BandNews Fm. Aliás, por estar na BandNews FM houve a aproximação com a RST. As duas fazem parte do conglomerado do Grupo Bandeirantes. Fui convidado a participar do projeto e não tive dúvidas.

BL: Imagino que nessa cidade punk que a gente vive você deve ter várias histórias hilárias pra contar né?

RG: Tem de tudo. Coisas engraçadas e outras nem tanto. Tem ouvinte fanho que não consegue pronunciar o nome da via, outro que conheceu a mulher no trânsito parado de algum corredor; até os casos mais graves, como um ouvinte que estava quase tendo uma convulsão e foi ajudado pelo âncora, que indicou os melhores caminhos até chegar ao hospital.

BL: A rádio tem planos para aumentar ainda mais a sua abrangência na cobertura do problemas do trânsito, como outras cidades por exemplo?

RG: Sim, mas nosso foco de ampliação da cobertura continua fortemente ligado a São Paulo. Temos inúmeras inovações que estão por ser implantadas e que envolvem tecnologia. Esse é o caminho.

BL: Você já ouviu falar do JM?

RG: Seria o Justiceiro de Motoboys?

BL: Sim! Como vc ficou sabendo do JM?

RG: Aqui na redação além de noticias do trânsito nos falamos um pouco de tudo, como música e tecnologia, e foi pesquisando na internet que encontrei esse texto sobre o JM.

BL: Você acha que estamos perto do momento em que essa ficção se torne realidade?

RG: Torço muito para que não! Seria trágico para a sociedade, até porque a grande maioria dos motoboys são trabalhadores de verdade, que sofrem no trânsito para faturar 2 ou 3 reais por entrega. É um grupo dentro de uma categoria inteira que acaba manchando a imagem de todos. Isso acontece também com motoristas de ônibus, caminhão, táxi e até com motoristas comuns.

BL: Qual é a sua opinião e a dos ouvintes a respeito dos motoboys?

RG: Na maioria das vezes o posicionamento do ouvinte é extremamente crítico. Eles são impactados pela minoria que chuta retrovisores e pára o trânsito quando um outro motoboy é envolvido em um acidente.

BL: Valeu Ronald, tenho certeza que a galera que acompanha o blog vai curtir a entrevista.

RG: Muito obrigado pela oportunidade. Cada vez mais tem sido importante falar das coisas que mexem efetivamente com a vida dos paulistanos. O trânsito é uma delas. Grande abraço.

Conheça Planta e Raiz

Zeider tava numas de tocar um reggae, ai chamou seus brothers de escola Fernandinho e Samambaia, juntos começaram a tocar uns covers de Bob Marley. E assim nasceu o Planta e Raiz. Eu conversei com o Planta, eles falaram sobre o novo álbum e sobre a banda.

  1. Toda banda de reggae tem a fama de um bando de gente que só fica de papo pro o dia inteiro, e ainda por cima fumando maconha, o Planta pelo que sei é correria e trabalha pra caramba, como vocês lidam com esse estereótipo?
  2. Cada um faz da sua vida o que quiser. Nós não ligamos prá esses comentários porque a nossa correria é outra. Temos uma agenda bastante movimentada na semana. Cada um aqui tem sua familia, filhos prá levar na escola, também temos os dias de ensaio e no fim de semana estamos na estrada fazendo os shows. Já é bastante trabalho graças a Deus.
  3. Se tem uma coisa que todo mundo gosta de saber, é aquele tipo de história que rola na estrada, aquela situação que ninguém esquece mais, então conta uma pra gente?
  4. Hoje em dia nós temos mais coisas boas pra lembrar do que situações difíceis. Graças a Deus ele tem nos colocado pra conhecer cidades maravilhosas, o Brasil é lindo. Mas, um dia quando chegamos num pico em Congonhas do Campo em Minas Gerais e quando vimos o P.A que o contratante tinha colocado, aquelas caixas de som dos anos 70, nós pensamos que ia ser um fiasco. Mais como a gente sempre leva o nosso back line, as nossas mesas, e uma equipe bastante competente, os caras trabalharam dobrado e o show foi irado.
  5. O Planta e Raiz se tornou uma empresa, e sei que as atividades fora do palco da banda são intensas. Como é isso?

PR: A gente tem uma parada bem organizada semanalmente com ensaios, visita a rádios, entrevistas, gravações e shows beneficentes. É um trabalho profissional como outro qualquer.

  1. O Planta é uma banda grande, com 7 integrantes, como vocês fazem pra conciliar a vida pessoal e profissional de todos?
  2. Olha só, o interessante é que estamos juntos a 9 anos e fomos construindo nossa vida aos poucos, familia , filhos, compromissos pessoais etc. Mas, tudo isso em função da música. Então quando vai rolar um show ou qualquer trabalho da banda isso se torna prioritário porque é daí que vem o nosso sustento.
  3. Pra finalizar, o que vem por ai de novidades do Planta?
  4. Estamos lançando o novo CD “Qual é a cara do ladrão?” que é um trabalho totalmente autoral, gravado quase que ao vivo no Midas Studios e nós consideramos que é o melhor da nossa carreira. Como sempre tivemos o previlégio de contar com a experiência e o talento de profissionais como você, o Niltão, o Rodrigo Castanho, além do Rick Bonadio no comando geral da parada. E o mais legal é que a galera curtiu muito o resultado. Estamos viabilizando também a gravação do novo Clip com essa música de trabalho e um novo visual pro nosso site. Por falar nisso, visitem o nosso site www.bandaplantaeraiz.com.br

* Lampadinha, nós agradecemos a oportunidade de poder trocar essa idéia com vc através do seu blog que está irado.

Parabéns !!!

Banda Planta e Raiz.

Black Kids, a nova cara do rock

Black Kids é uma daquelas típipicas bandas indies que pintam de tempos em tempos, e deixam alguns roqueiros putos da vida. A banda formada em Jacksonville na Flórida tem uma cara meio The Cure (sem os cabelos do Robert Smith, pelo contrário, o cara é colored) e com uns backing vocals tipo B52s (que por sinal está de disco novo). Os caras estão fazendo um puta sucesso na europa como você pode comprovar nos vídeos lá no Myspace deles. A pegada dessa galera rock’n roll new generation é outra, os caras não são da turma da Amy Freak Winehouse, tanto é que na banda tem um irmão e uma irmã. Ta bom, eu sei que não quer dizer nada, mas pelo menos é um indício de que os caras não são doidões como o velha guarda do rock. Agora se você ouviu e achou uma porcaria, veja em qual das quatro alternativas você se encaixa no envelhecinômetro:

01 – Você acha demais! (Você tá bem na fita)

02 – Você acha uma porcaria e diz que a banda é pura cópia do Cure+B52s. (Você tá começando a fica véio)

03 – Você acha uma merda e diz que é por causa dessas bandinhas de hoje em dia que você só ouve os seus discos do Lynyr Skynyrd. ( Você tá véio e não percebeu)

04 – Nada disso, hoje em dia tudo é uma merda, bom mesmo era o Woodstock! (Vai dormi o seo Dinossauro caduco!)

Links: blackkidsmusic.com

Apple TV Take 2 Review!

Pois bem, tem um brother meu que tava me devendo uma grana, e como ele veio da gringa o fim de semana passado, pedi pra ele trazer um Apple TV pra mim. Eu já tenho um Xbox360 como Media Center, mas como ele é bloqueado e eu não quero hakear instalando outra dashboard para que assim ele possa ‘enxergar” outros formatos que não sejam somente WMA ou WMV. Tentei o TVersity mas não rola direito, tem file que rola, tem file que não, um saco, é que eu tenho muitos files mpg4 da Apple como músicas, filmes etc. Falam de uma atualização a séculos pra que o Xbox enxergue os mpg4 e DVIX, mas até agora…

Como tudo na Apple o acabamento é impecável desde a caixa até o aparelho, como dizem, parece até uma obra de arte. Uma coisa que todo mundo reclama é do conteúdo da caixa que só vem um cabo de energia, manual, um adesivo da Apple, e um controle remoto como acessórios, mais nada. Cabo HDMI, Vídeo Componente, ou Vídeo Composto? Nada. Isso é verdade, a Apple bem que poderia colocar pelo menos um cabo de áudio e vídeo na caixa, mesmo que fosse um fulêro.

Quando você liga o ATV, aparece a tela de start já mostrando que até a abertura está um 5.1, depois disso ele pergunta em qual língua você quer configurar o ATV e já te mostra a sua rede wi-fi. Assim que você se conecta na rede, ele mostra uma senha de 5 dígitos na tela. Essa senha você coloca lá no Itunes do seu micro (sim, ele usa o Itunes da Apple bem como o 360 usa o Media Center da Microsoft) e pronto. Então você escolhe se quer sincronizar a sua biblioteca ou fazer somente streaming dos files que estão lá. O sync depende do tamanho da sua biblioteca e do tamanho do HD do Apple TV, eu escolhi streaming pois o meu HD do ATV é de somente 40Gb e a minha biblioteca deve ter mais de 150Gb.

Através do firmware do ATV, você acessa além da sua biblioteca, o youtube, fotos do seu hd e do Flicker, pod(video)casts, trailers e os charts da Apple, como top songs, top movies etc. O ATV tem saídas de vídeo HDMI, Vídeo Componente e Video Composto. As saídas de áudio são uma análogica e uma ótica, lembrando que a saída HDMI também suporta áudio. Sendo assim o som e a imagem ficam animais. Tem umas frescuras também, como o screen saver das suas fotos, artworks dos seus mp3s, AAC subindo, virando etc.

Ele veio com o firmware 1.0 mas assim que saiu a atulização instalei. Olha passei o maior medão do universo durante esse update! Durante um dos 10 ou mais reboots que o ATV deu instalando, começou a cair uma chuva power! Relâmpago trovão e o escambau, e se acaba a energia no meio da instalação? E se dai ele não liga mais? Ma rolou.

Agora o mais legal é que com atualização gratuita do firmware do ATV transformando-o ele se transformou no Apple TV Take 2, isso habilitou a função mais legal que é poder acessar a loja da Apple através dele, quer dizer que você pode locar filmes em HD 5.1 e assinar pod(vídeo)casts!

Lembrando que você só pode fazer isso se tiver os gift cards da Apple que são vendidos somente nos EUA, ou se você possuir um cartão de crédito americano.

Funciona assim, 30 dias após a locação o filme expira, ou expira 24 horas depois do primeiro play. E olha que a qualidade dos filmes normais já é melhor que DVD, isso por causa do codec usado que é beeeem melhor que a porcaria pixelada do mpg2. Os filmes em HD são 720p, o que é mais que suficiente. A função de closed caption ainda não testei porque não peguei nenhum filme que tenha ainda.

– Mas Lampadinha, como eu faço então pra assistir o Lost que eu baixo da net em AVI?

Primeiro que não era pra você tá fazendo isso né, mas já que já fez… Dá um trampo, mas dá.

Você pega o seu AVI e encodeia usando um software pra deixar a legenda embutida no AVI, aí usa outro pra transformar o AVI em MP4. Caso você não precise de legenda aí é só um encode.

Detalhe, o ATV usa Wi-Fi B, G ou N, isto é, quando começa não engasga mais, o Xbox engasga. A minha rede é G com um roteador Linksys. Os files demoram uns 10sec pra carregar mas depois vão embora, claro que você não pode estar dividindo a banda se não já era. Em casa o meu Speedy é de 1mbps porque é o máximo que a minha região suporta.

É isso!

Então Deus criou as gravadoras…

…e a partir daí todos os pobres mortais começaram a se acotovelar na porta destas enormes empresas, todos na esperança de uma mão estendida, um sinal, ou algo que pudesse colocá-las sob o raio de luz do main-stream. Aí com o passar do tempo essa criação foi ficando cada vez maior, até chegar ao ponto de começar fazer coisas que até Deus duvidava. Então Deus já meio puto com essa história toda, resolveu dar uma desencanada, curtir um pouco a vida, ou sei lá mais o que, e criou outro lance pra passar o tempo, criou a internet. Qual não foi a reação das gravadoras a essa criação? Demônios, capetas, hereges, maldição do século 20! Todos! Inclusive seus filhos myspace, facebook etc…

Com o passar do tempo as coisas mudaram, e mudaram muito. Essas antes gigantescas e intocáveis gravadoras começaram a ver o seu reinado ruir, perdendo assim terreno pra esses piratas malditos. Vamos processar, acabar com eles, destruir! Nada disso deu certo, pelo contrário, a guerra cada vez mais mostra que as gravadoras estão no fade out. O pirate bay, o mininova são sites de BitTorrent que estão entre os mais acessados de todo o mundo sabia? E o pior aconteceu, os artistas que antes pediam pela-mor-de-deus para entrar, agora estavam pedindo pela-mor-de-deus pra sair!

E hoje?

Bem, hoje as coisas ainda estão mudando, e os artistas ainda estão indo embora. Só pra vocês terem uma idéia, a banda Eagles criada lá no início dos anos 70, que nem é tão conhecida assim por aqui (mas que nos EUA são reis) fecharam um acordo com o Wal-Mart de venda direta de seu mais recente álbum o Road Out of Eden em suas prateleiras. Com o álbum anterior pela gravadora os caras tiveram uma arrecadação em royalties de 17 milhões de dólares. E com esse novo álbum que ainda vende por volta de 15.000 (QUINZE MIL!) unidades por semanna? Os caras ainda não divulgaram os números, apenas afirmaram que “nenhuma gravadora poderia dar royalties como os  que nós acertamos no nosso acordo direto com o Wall-Mart”. Imagina a grana que os caras estão levando heim?

Outro exemplo?

Radiohead, banda que todo mundo conhece agora por aqui por causa do hype todo causado ano passado por causa do álbum In Raybons, pra refrescar a memória, os caras colocaram esse disco no site pra neguinho poder baixar e pagar quanto quisesse, de 0 a quanto quisesse. As gravadoras cairam de pau, “não vai vender nada, vão quebrar a cara, vão se lascar”. Bem, o que aconteceu foi que segundo a ComScore (que é uma empresa de pesquisa na internet) levantou que a média paga pelo download foi de 6 dólares. (Alguém falou em 6 dólares? Alguem lá no Wall Mart levantou o braço e já avisou que se as gravadoras nao começarem a vender os CDs a menos de 10 dólares a casa vai cair!) E como se não bastasse o CD estreou na semana de lancamento em primeiro lugar na Billboard. Resultado, numa combinação de CDs e downloads a banda levantou 5 milhões de dólares em royalties, nada mau pra quem estava dando o disco de graça heim?  E o álbum anterior? Bem, o álbum de 2003  Hail to the Thief rendeu 2 milhões pra banda, álbum esse que saiu pela gravadora, auch 01!

Então você diz: Mais ai fica fácil, os caras sairam justamente agora? Depois que as gravadoras gastaram uma puta grana…

pra colocar os caras na mídia e fazendo os caras virarem megastars? Pois é, existem os dois lados, e é até por isso que as gravadoras estão entrando no ramo de shows, elas estão querendo entrar com uma grana pra levar uma fatia disso, que até então pertencia somente aos artistas. E os indie-não-famosos? Sim, aqui estão. Ghostland Observatory é uma dupla que já tem 3 CDs lançados de forma indie totalizando 50.000 cópias, você pode dizer que é pouco né? Mas os caras estão super satisfeitos com o lucro. Também tem a cantora Ingrid Michaelson que lançou seu primeiro álbum de forma indie também pelo seu próprio selo, o Cabin 24. Ela conseguiu fazer com que suas músicas tocassem durante a série Grey´s Anatomy. As gravadoras voaram pra cima dela e fizeram diversas ofertas, ela recusou todas: “Agora que aconteceu vocês correm atrás de mim? Não obrigada!” Auch 02!

Rádios piratas, coisa de bandido mesmo.

Na minha época de adolescente lá na virada dos anos 70 pros 80, eu ouvia rádio direto e adorava ficar esperando a hora em que aquela música tocasse no rádio para gravar no meu 3 em 1 Evadin. Quando conseguia encher uma fita, ficava ouvindo por horas, dias, semanas, até não aguentar mais. Lembro que naquela época fiquei sabendo que um cara lá perto de casa que já era um pouco mais velho e já trabalhava, vendia uns tapes K7 com músicas que não eram gravadas do rádio e portanto não estavam cortadas no começo e nem no fim. O cara comprava os discos de vinil e gravava os tapes pra vender, ele vendia muito pouco porque a molecada não tinha grana e no final ele acabou parando de tentar vender. O cara nem se ligava que já era um precursor no assunto pirataria. Logo depois começou rolar um papo que ele tinha montado uma rádio em casa pra tocar as músicas que ele gostava, toda a galera da vizinhança ouvia a rádio do cara depois que ele chegava do trabalho. Rádio numas né, era só um transmissorzinho fulêro plugado no som dele. Lembro que o cara era fuçador e não tinha muita grana, longe disso, ele trabalhava numa fábrica se não me engano na Moto Peças. Lembro claramente que a galera ficava esperando o cara voltar do trabalho pra ouvir a rádio que não tinha comerciais!

Era demais!

Logo depois lá fui eu tentar juntar uma graninha recolhendo lenha na padoca lá perto de casa pra comprar o meu transmissor também, e consegui. Assim entrava no ar a rádio Catacumba FM! Pura brincadeira de criança, nem microfone tinha, eu usava um fone de ouvido DAN como microfone. Não tinha também a menor intenção de fazer dinheiro com isso, e na verdade nem sabia que dava. Ilegal? Nem passava pela minha cabeça. O legal era zoar com alguém e todo mundo ouvir ao mesmo tempo! Ou saber que alguém da rua ouviu a música x na minha rádio que mal pegava no quarteirão.

O tempo passou e essa história de rádio pirata se transformou em um monstro de proporções inimagináveis pra mim na época. Hoje a rádio pirata é usada para os mais deversos fins ilícitos, como pra “pastor evangélico” pregar e arrecadar dinheiro pra “igreja” explorando o povão, pra traficante avisar que chegou a mercadoria na quebrada, e até pra candidato fazer a sua própria campanha politica. Parece incrível né? Não acredita? Então ouça os spots que a Rádio Bandeirantes colocou no ar em uma campanha contra essas rádios piratas.

Mix in the Box – Mixando no computador.

A Expo Music é um lugar muito loko, tem de tudo, guitarra, baixo, cavaquinho, pandeiro, batera, os camisa preta do rock, a galera do jazz, os camisa colorida do rock tmbm :-) , em fim, é um lugar onde a diversidade fala alto!

Amanhã estarei lá no stand da revista falando sobre Mix in the Box, que nada mais é do que a mixagem feita no computador. A MITB como é conhecida, está se tornando uma frequente cada vez mais nos trabalhos mixados mundo a fora.

Como sempre existem aqueles que gostam e os que não gostam. Eu mixo desde mil novecentos e Don Pedro em consoles com outboards, e este ano comecei a me dedicar totalmente as MITB, confesso que no começo torci um pouco o nariz, mas hj em dia estou me divertindo e muito!

Algumas coisas que eu já sabia que ia gostar estão me fazendo curtir muito essa parada, como por exemplo a praticidade, flexibilidade, agilidade e felizmente o resultado! Estou muito contente com o resultado das mixes que venho fazendo MITB, meu, tá soando bem pra cacete!

Tem muito engenheiro de som trabalhando totalmente MITB, tanto no rap, onde o grave é uma necessidade, na dance music, onde o grave é necessidade tmbm, quanto no rock, onde o grave ultimamente também está sendo uma MEGA necessidade!

Confesso que não mixo 100% na máquina, eu uso uns gears que tenho da Chandler, como o Curve Bender e o Zener Limiter para darem um boost em algumas coisas, como over head de batera (onde o Zener é ANIMAL!!!), e se precisar baixo e guitarra tmbm. Sim, esses outboards são os mesmos que eu uso nas minhas masters!

Detalhe, eu nunca faço bounce, eu sempre mixo “pra fora” usando o meu conversor e volto por esse mesmo conversor “pra dentro”, claro que pra isso eu preciso de no mínimo quatro canais.

E será exatamente esse o assunto que estarei falando lá na feira, sobre essa visão que estou tendo das mixes no computador.

um abraço e até lá!

Os 50 shows de Michael Jackson

Caramba, eu assisti neste fim de semana o filme da turnê do Michael Jackson This is it. Eu nunca tive dúvida da competência e do talento do cara, mas sinceramente, what tha fuck? O cara estava presente o tempo todo envolvido em absolutamente tudo, cenografia, luzes, som, arranjos, filmagens, pirotecnia, tudo!

Esse show seria simplesmente o maior show visto até hoje, nem Madonna, nem U2, ninguém jamais teve um show como seria esse dessa turnê. Mais impressionante do que o filme são os extras, a produça seria monstro!

Só o telão de 10 por 30mt com filmes em 3D já seria uma porrada, como o diretor do show Kenny Ortega disse, esse show seria na verdade em 4D, por causa por exemplo dos fantasmas que passariam voando sobre as cabeças das pessoas em Thriller.

Filmar em 3D é caro pra caramba, e muitos dos filmes foram rodados dessa forma, fora os efeitos de computação gráfica, um show a parte. Os músicos, os dançarinos, a luz, o cenário, tudo seria uma porrada.

Nas entrevistas com o pessoal da produção e músicos, tem uma parte que chama atenção, o tecladista comenta que num determinado momento o MJ não tendo um lugar apropriado pra colocar a sua toalha no placo, vira pra ele e pergunta se ele permitiria que ele colocasse a toalha sobre o seu teclado, o cara respondeu, claro Michael, a casa é sua!

No segundo dia a mesma cena, e o MJ pergunta de novo se ele permitiria, claro que ele deixou novamente. Humilde pouco o cara né? O cara usava por favor, obrigado pra caramba. E tem artista aqui no Brasil que eu já presenciei, tratando roadie que nem cachorro! E olha que o cara não vendeu 1% do que o MJ, lamentável.

E o MJ foi embora sem ter feito um show, nem umzinho se quer dessa tour!

Que pena.

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