A Rádio Sul América Trânsito surgiu no dia 12 de fevereiro de 2007 e inovou trazendo para o Rádio as dificuldades do trânsito caótico de São Paulo. Claro que não levou muito tempo para que ela começasse receber uma enxurrada de e-mails, telefonemas e mensagens de texto do ouvinte querendo saber a melhor opção para o seu caminho. Outra coisa interessante também foi que o ouvinte começou a participar ativamente da programação como se fosse um repórter, passando a informação do trânsito diretamente das ruas da cidade. Assim a rádio ganhou agilidade na informação e acabou ficando em uma posição sem concorrentes no mercado. Desta vez eu converso com Ronald Gimenez que é editor-chefe e apresentador da Rádio Sul América Trânsito, ele comanda o horário que é considerado nobre do rádio e do trânsito paulistano que é das 17:00 às 19:00.

BL: Conta pra gente como é e como funciona a RST Ronald.

RG: O objetivo principal da RST é minimizar os dramas enfrentados pelos motoristas nas ruas e avenidas da cidade. Para isso, seria necessário criar uma estrutura que pudesse sobrepor o que já é feito pelas outras emissoras e criar diferenciais na programação. Temos a maior equipe de repórteres nas ruas (10 no total) e um contigente enorme de ouvintes que entenderam que a RST é o maior canal de comunicação sobre o trânsito na cidade. Não adianta repetir as informações que o Mapa da CET mostra pela web. É preciso oferecer confiabilidade, caminhos alternativos e principalmente, se mostrar companheiro do motorista.

BL: O que você já fez na vida pra parar lá na RST?

RG: Foram várias emissoras de rádio, dos mais variados segmentos. Desde as musicais Transamérica e Musical Fm, até jornalísticas como Eldorado e BandNews Fm. Aliás, por estar na BandNews FM houve a aproximação com a RST. As duas fazem parte do conglomerado do Grupo Bandeirantes. Fui convidado a participar do projeto e não tive dúvidas.

BL: Imagino que nessa cidade punk que a gente vive você deve ter várias histórias hilárias pra contar né?

RG: Tem de tudo. Coisas engraçadas e outras nem tanto. Tem ouvinte fanho que não consegue pronunciar o nome da via, outro que conheceu a mulher no trânsito parado de algum corredor; até os casos mais graves, como um ouvinte que estava quase tendo uma convulsão e foi ajudado pelo âncora, que indicou os melhores caminhos até chegar ao hospital.

BL: A rádio tem planos para aumentar ainda mais a sua abrangência na cobertura do problemas do trânsito, como outras cidades por exemplo?

RG: Sim, mas nosso foco de ampliação da cobertura continua fortemente ligado a São Paulo. Temos inúmeras inovações que estão por ser implantadas e que envolvem tecnologia. Esse é o caminho.

BL: Você já ouviu falar do JM?

RG: Seria o Justiceiro de Motoboys?

BL: Sim! Como vc ficou sabendo do JM?

RG: Aqui na redação além de noticias do trânsito nos falamos um pouco de tudo, como música e tecnologia, e foi pesquisando na internet que encontrei esse texto sobre o JM.

BL: Você acha que estamos perto do momento em que essa ficção se torne realidade?

RG: Torço muito para que não! Seria trágico para a sociedade, até porque a grande maioria dos motoboys são trabalhadores de verdade, que sofrem no trânsito para faturar 2 ou 3 reais por entrega. É um grupo dentro de uma categoria inteira que acaba manchando a imagem de todos. Isso acontece também com motoristas de ônibus, caminhão, táxi e até com motoristas comuns.

BL: Qual é a sua opinião e a dos ouvintes a respeito dos motoboys?

RG: Na maioria das vezes o posicionamento do ouvinte é extremamente crítico. Eles são impactados pela minoria que chuta retrovisores e pára o trânsito quando um outro motoboy é envolvido em um acidente.

BL: Valeu Ronald, tenho certeza que a galera que acompanha o blog vai curtir a entrevista.

RG: Muito obrigado pela oportunidade. Cada vez mais tem sido importante falar das coisas que mexem efetivamente com a vida dos paulistanos. O trânsito é uma delas. Grande abraço.